terça-feira, 15 de setembro de 2009
(re)Vivendo
Depois de tempos longe de mim, regressei. Regressei para o novo, que não me cobra e não me exige. Eu não queria dizer tchau, deixar as recordações em um passado recente, não queria abandonar o que eu julgava me nutrir de vida. Mas foi a própria vida que me impôs um recomeço, longe daquele lugar que não tinha limites. Coloquei as velhas roupas no mesmo guarda-roupas de outrora. Voltei. Voltei para eles que jamais me abandonaram e que souberam entender quando novamente parti. E parti para nunca mais voltar. Em meio ao concreto, pareço reviver, mas a cada esquina há alguém no meu encalço.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Já se passou tanto tempo...
...desde o último encontro. Me perdi, reencontrei-me, viajei para fora para me conhecer por dentro. Encontrei-me com o novo, com os novos e então percebi que há vida além das quatro paredes que têm me rodeado insistentemente.
Parece que a calmaria está à vista, acho que já posso tocá-la. Os textos e as fotografias ainda insistem em manter uma companhia forçada, mas já não dói mais. Passou, tanta coisa mudou desde o último encontro e hoje já não choro mais pelo ontem. Celebro o hoje e quem não festejo a dúvida do amanhã.
Parece que a calmaria está à vista, acho que já posso tocá-la. Os textos e as fotografias ainda insistem em manter uma companhia forçada, mas já não dói mais. Passou, tanta coisa mudou desde o último encontro e hoje já não choro mais pelo ontem. Celebro o hoje e quem não festejo a dúvida do amanhã.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Quem vai dizer tchau?
Tenho andada perdida entre tantos textos, rascunhos, fotografias e lembranças. Tento ocupar-me para que o tal pensamento não retorne, tenho me mantida atenta ao presente e ao que ele tem me oferecido, mas é inevitável não pensar no que será do "passado" no futuro tão próximo que bate a porta.
Não quero esquecer, mas sei que vai cicatrizar. Tá, vai...podia ter sido diferente, mas não foi. Agora só me resta esperar e escrever. Hoje definitivamente mais escrever que esperar. E assim será por alguns longos e intermináveis meses. E se houver lapsos de saniedade mental, festejar o fim e o reinício. A única certeza é que está cada vez mais distante ao mesmo tempo tão perto a hora de dizer tchau. Mas quem vai querer dizer o último adeus e deixar tanta coisa para trás? Eu não!
"Andei por tantas ruas/ São histórias esquecidas/ Que um dia eu quis contar pra você" - As [TANTAS!] cartas que eu não mando, Leoni
Não quero esquecer, mas sei que vai cicatrizar. Tá, vai...podia ter sido diferente, mas não foi. Agora só me resta esperar e escrever. Hoje definitivamente mais escrever que esperar. E assim será por alguns longos e intermináveis meses. E se houver lapsos de saniedade mental, festejar o fim e o reinício. A única certeza é que está cada vez mais distante ao mesmo tempo tão perto a hora de dizer tchau. Mas quem vai querer dizer o último adeus e deixar tanta coisa para trás? Eu não!
"Andei por tantas ruas/ São histórias esquecidas/ Que um dia eu quis contar pra você" - As [TANTAS!] cartas que eu não mando, Leoni
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Quando o inesperado acontece
Há fatos que são quase improváveis. Quase. E é esse advérbio que possibilita tanta coisa, que não acaba de vez com a esperança. Aconteceu e uma felicidade quase inexplicável preencheu os espaços vazios de outrora. Quase.
Procurei entender o que não se entende então desisti de compreender. Fui mais feliz por desconhcer as razões que nos fazem agir estranhamente. Hoje quero mais sorrisos sinceros, quero a paz que eu tanto procurava, quero fazer as malas e ir para longe. E eu vou com certeza. Ou será quase com certeza?
"Amanhã eu vou abrir a casa/ Vou deixar a luz do sol entrar/ Uma vida inteira é demais pra esperar" - Deixa o sol entrar, Nenhum de Nós
Procurei entender o que não se entende então desisti de compreender. Fui mais feliz por desconhcer as razões que nos fazem agir estranhamente. Hoje quero mais sorrisos sinceros, quero a paz que eu tanto procurava, quero fazer as malas e ir para longe. E eu vou com certeza. Ou será quase com certeza?
"Amanhã eu vou abrir a casa/ Vou deixar a luz do sol entrar/ Uma vida inteira é demais pra esperar" - Deixa o sol entrar, Nenhum de Nós
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
A gente vai de coração aberto para encontrar a porta fechada
Pra entrar [na vida]...
... tem gente que bate na porta
... tem gente que entra pela porta do fundo
... tem gente que pula a janela
... tem gente que escolhe a chaminé
... tem gente que toca a campainha e corre
corre e nem se despede.
Eu fico sentada na calçada esperando o próximo ônibus passar e me levar para bem longe.
... tem gente que bate na porta
... tem gente que entra pela porta do fundo
... tem gente que pula a janela
... tem gente que escolhe a chaminé
... tem gente que toca a campainha e corre
corre e nem se despede.
Eu fico sentada na calçada esperando o próximo ônibus passar e me levar para bem longe.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
A porta é a chave
O desejo de ser de muitos ao mesmo tempo faz com que entremos nas vidas alheias sem pedir licença e saiamos delas sem nos despedirmos. E então fica o silêncio forçado pela ausência daquele que partiu, o choro engasgado na garganta, a vontade de saber o porquê e a porta entreaberta para um eventual retorno. Saímos pela porta dos fundos deixando um rastro de devastação. Fugimos sabe-se lá do que. Já aquele que fica busca deseperadamente encontrar uma explicação mesmo que ela não exista.
A gente saí para ver o mundo enquanto o outro espera o retorno só porque não houve despedida. Embora acostumado com tantas idas e vindas, ele quer saber. Parece que a verdade por mais evidente que esteja apenas paira acima de nossas cabeças, inalcançavel. A porta pode continuar entreaberta, mas aquele que espera possivelmente já terá deixado a casa quando o outro voltar.
"But if you don´t char the light won´t hit your eye" - The Story, Norah Jones
A gente saí para ver o mundo enquanto o outro espera o retorno só porque não houve despedida. Embora acostumado com tantas idas e vindas, ele quer saber. Parece que a verdade por mais evidente que esteja apenas paira acima de nossas cabeças, inalcançavel. A porta pode continuar entreaberta, mas aquele que espera possivelmente já terá deixado a casa quando o outro voltar.
"But if you don´t char the light won´t hit your eye" - The Story, Norah Jones
terça-feira, 29 de julho de 2008
Pra onde ir?
Eu quero acreditar mais. Acreditar na vida e nas possibilidas que ela abre. Acreditar nas pessoas e nas palavras proferidas. Mas não consigo, não sou niilista. Longe disso, apenas não acredito sem mais nem porquê. Parei de acreditar e de tentar entender como o mundo funciona. Porque é a gente é assim?
Seria mais fácil acreditar e ter motivos para seguir em frente. Fazer planos? Do que me adianta se eu os construo na areia. São tantos os desvarios tolos que me consomem que não me resta tempo para sonhar. Quero mais mentiras sinceras, "a verdade sozinha nunca é capaz de explicar tudo que eu sinto"* então me quero de volta. Me devolva-me.
"Rompi com o mundo, queimei meus navios/ Me diz pra onde é que ainda posso ir" - Chico Buarque
* "Eu menti", de Nenhum de Nós
Seria mais fácil acreditar e ter motivos para seguir em frente. Fazer planos? Do que me adianta se eu os construo na areia. São tantos os desvarios tolos que me consomem que não me resta tempo para sonhar. Quero mais mentiras sinceras, "a verdade sozinha nunca é capaz de explicar tudo que eu sinto"* então me quero de volta. Me devolva-me.
"Rompi com o mundo, queimei meus navios/ Me diz pra onde é que ainda posso ir" - Chico Buarque
* "Eu menti", de Nenhum de Nós
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